O Núcleo de Autismo e Neurodiversidade da Universidade de Brasília realizará três atividades sobre inclusão e acessibilidade durante a Semana Universitária da UnB de 2026. Os encontros estão marcados para 21, 23 e 25 de setembro, sempre às 14h, no Campus Darcy Ribeiro, em Brasília.

A proposta combina três dimensões que precisam caminhar juntas: compreensão dos conceitos, escuta das pessoas diretamente afetadas e formação para transformar práticas pedagógicas. O convite alcança estudantes, docentes, professores da educação básica e familiares de pessoas neurodivergentes.

Programação

  • 21 de setembro, às 14h: panorama geral sobre neurodiversidade, ensino inclusivo e acessibilidade no ensino superior;
  • 23 de setembro, às 14h: roda de conversa “Minha experiência como universitárie neurodivergente”;
  • 25 de setembro, às 14h: oficina básica de educação inclusiva e mediação pedagógica de estudantes neurodivergentes.

Os anfiteatros em que ocorrerão as atividades ainda serão definidos. Por isso, participantes devem consultar novamente os canais do Núcleo e a programação oficial da Semana Universitária antes do deslocamento.

Participação e certificação

A Universidade de Brasília informa que as atividades da Semana Universitária são gratuitas e abertas à comunidade acadêmica e ao público geral. As inscrições são realizadas pelo SIGAA, na relação específica da SEMUNI 2026.

No anúncio do Núcleo, a emissão de certificado foi mencionada apenas para participantes pertencentes à comunidade interna da UnB. A possibilidade de participação do público externo, portanto, não deve ser confundida com o direito à certificação.

Por que a iniciativa importa

A acessibilidade no ensino superior não se esgota no ingresso ou na matrícula. Ela envolve permanência, participação acadêmica, avaliação, comunicação, convivência e acesso efetivo ao conhecimento. Barreiras institucionais ou pedagógicas podem restringir essas experiências mesmo quando o estudante já ocupa formalmente uma vaga na universidade.

A inclusão da voz de universitários neurodivergentes na programação é particularmente relevante. A escuta das experiências concretas ajuda a identificar obstáculos que não aparecem em normas gerais e permite avaliar se os apoios oferecidos respondem às necessidades reais dos estudantes.

A oficina de mediação pedagógica acrescenta uma dimensão prática ao debate. Estratégias de organização, comunicação acessível, flexibilidade metodológica e adaptação razoável podem ampliar a participação sem reduzir objetivos acadêmicos nem presumir que todas as pessoas neurodivergentes necessitem dos mesmos recursos.

Serviço

  • Datas: 21, 23 e 25 de setembro de 2026;
  • Horário: 14h;
  • Local: Campus Darcy Ribeiro da UnB, com anfiteatros ainda a confirmar;
  • Participação: gratuita, mediante consulta e inscrição na programação da SEMUNI;
  • Certificado: anunciado para integrantes da comunidade interna da UnB.

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