Vestir uma roupa também envolve alcance dos braços, facilidade para abrir e fechar uma peça, conforto e liberdade de escolha. Essas necessidades estão no centro das criações do Concurso Moda Inclusiva que ganharam espaço no São Paulo Fashion Week.
Em comunicado publicado nesta quinta-feira, 15 de outubro, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência informou que o estande, aberto na quarta-feira, apresenta peças vencedoras da edição anterior. O público também pode assistir à exibição do desfile dessas criações.
Funcionalidade sem apagar a identidade
A proposta do concurso é aproximar estilo, funcionalidade e acessibilidade. Segundo a secretaria, a iniciativa estimula estudantes e profissionais a desenvolver soluções que considerem as necessidades reais das pessoas com deficiência, com atenção a conforto e autonomia.
O interesse vai além de conseguir colocar uma peça. Poder escolher como se apresentar, trabalhar ou participar de uma celebração também compõe a experiência de vestir. Uma solução funcional precisa fazer sentido para quem a usa.
E as necessidades sensoriais?
Para o público da Singulare, a pauta sugere uma pergunta adicional: como textura, costuras, etiquetas e ajustes são experimentados por cada pessoa? Não existe uma única preferência sensorial que represente todas as pessoas autistas ou neurodivergentes.
Esse é um ponto de reflexão editorial. O comunicado não afirma que todas as peças expostas foram testadas para sensibilidades sensoriais nem as apresenta como produtos terapêuticos. A utilidade de uma roupa deve ser avaliada com sua usuária ou seu usuário.
O que está sendo apresentado agora
A exposição reúne criações já premiadas, não o resultado final do concurso de 2026. A secretaria informa que a final desta edição está prevista para 11 de novembro, na Pinacoteca de São Paulo.
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