Seis deputados federais eleitos declararam ter deficiência, segundo levantamento divulgado pela Câmara em 9 de outubro. Eles correspondem a 1,17% das 513 cadeiras da legislatura que começa em 2027.
O que mostram as declarações
O levantamento reúne dois eleitos com deficiência auditiva, dois com deficiência física, um com deficiência visual e um com transtorno do espectro autista. São informações declaradas; o quadro não autoriza conclusões sobre necessidades individuais de apoio.
A comunicação oficial registra 205 candidaturas de pessoas com deficiência a deputado federal em 2026, contra 172 em 2022. Naquela eleição, dois eleitos haviam declarado deficiência.
Eleição e exercício do mandato são recortes diferentes
A Câmara informa que fará seu registro oficial após o cadastramento dos novos parlamentares. Em 2025, a Casa contabilizava cinco deputados com deficiência, incluindo suplentes que assumiram. Portanto, comparar os seis eleitos agora com os dois de 2022 exige manter o mesmo recorte eleitoral.
Presença política e participação efetiva
A representatividade abre uma pergunta que merece acompanhamento: como experiências de barreiras e acessibilidade chegam às prioridades legislativas? A presença de parlamentares com deficiência não permite presumir posições idênticas nem compromisso automático com uma pauta. O trabalho deverá ser observado por propostas, votos, fiscalização e diálogo com a sociedade.
Para o público da Singulare, esse acompanhamento pode ir além da contagem de cadeiras: quem é ouvido, como participa e quais medidas passam do debate à execução também importam.
Conheça ainda experiências de participação de mesários com deficiência e de acolhimento sensorial nas eleições.
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