A capacidade de atendimento a pessoas autistas voltou ao debate público em Ponta Grossa, no Paraná. Em manifestação na Tribuna Livre da Câmara Municipal na segunda-feira (28), a psicóloga socioassistencial Beatriz Aparecida Schmitz apresentou as atividades da Associação de Proteção aos Autistas (Aproaut) e afirmou que a procura supera a estrutura disponível.

O que foi informado

Segundo a representante, o Centro Dia atende mais de 90 usuários e a Escola Especial tem aproximadamente 90 alunos, com as vagas esgotadas. A fila para atendimento psiquiátrico da própria instituição ultrapassa 500 pessoas. A associação também presta serviços clínicos multiprofissionais.

Esses dados descrevem a situação relatada pela Aproaut; não são uma contagem oficial de toda a demanda municipal, nem permitem calcular o tempo individual de espera. A entidade pediu recursos de custeio, ampliação da estrutura escolar e contratação de profissionais.

O que precisa ser acompanhado

A apresentação informa a existência de convênios públicos, arrecadação própria e emendas parlamentares, mas não anuncia novas vagas ou prazo para ampliação. O ponto central para famílias e gestores é verificar capacidade, critérios de encaminhamento e continuidade dos atendimentos, sem confundir o diagnóstico de uma instituição com a oferta integral da rede.