O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas lançou um guia destinado a mesários e coordenadores de acessibilidade que trabalharão nas eleições de 2026. O material reúne orientações para reduzir barreiras físicas, comunicacionais e atitudinais nos locais de votação.

As recomendações abrangem a preparação do ambiente, o atendimento prioritário e a atuação diante de eleitores que utilizem cão-guia ou necessitem do auxílio de uma pessoa de confiança. O documento também chama atenção para as deficiências não aparentes, evitando que o atendimento adequado dependa da percepção visual do mesário.

Recursos e autonomia

A urna eletrônica possui recursos como sistema de áudio, fones de ouvido e identificação tátil da tecla cinco. A Justiça Eleitoral também admite que a pessoa com deficiência seja auxiliada por acompanhante de sua escolha quando isso for indispensável ao exercício do voto.

O guia regional apresenta ainda serviços organizados em Alagoas, como atendimento remoto em Libras e transporte especial. Essas iniciativas não devem ser confundidas com uma oferta automaticamente disponível em todos os estados, pois a execução depende de cada tribunal regional.

A acessibilidade eleitoral exige mais que rampas e espaços de circulação. A forma de abordar o eleitor, oferecer informações e respeitar sua autonomia pode determinar se o direito ao voto será exercido de maneira efetivamente independente.